quinta-feira, 29 de março de 2012

O Santander e mais uma dívida com o banespiano

Publico hoje no Blog do Luis Nassif reportagem sobre o rombo do Banesprev, o fundo de pensão do antigo Banespa, e o problema de origem do déficit, o chamado "serviço passado". Trata-se de um jogo de empurra-empurra: A Afubesp, associação dos funcionários do banco, alegando que a dívida, histórica,´deve ser paga pelo Santander, que privatizou o banco estatal em 2000, e, por sua vez, o Santander não reconhecendo o déficit. No meio, a Prvic - Superintendência da Previdência Complementar do Ministério da Previdência -, mantendo-se omissa, inclusive negando dar entrevistas sobre o caso. E, claro, a batata quente queima a mão do trabalhador.

Os contribuintes do Banesprev deverão pagar, a partir do próximo dia 20, o dobro do valor com o qual estão acostumados a contribuir para a complementação previdenciária. A cobrança, que também atinge os servidores já aposentados, faz parte do rateio que foi votado pelo Conselho Deliberativo do fundo no início do ano, para tentar cobrir o rombo de R$ 771 milhões. A Afubesp, associação dos funcionários do banco, reúne-se, na próxima semana, com representantes do Ministério da Previdência, para questionar a medida, apoiada pelo Santander. Segundo a entidade, o déficit é uma dívida herdada pelo banco espanhol, depois que privatizou o Banespa há 12 anos.

De acordo com o presidente da Afubesp, Paulo Salvador, o cerne de todo o problema é o serviço passado. “O que aconteceu é que as pessoas foram se aposentando, consumindo as reservas, sem se aportar o serviço passado. Todos achavam que o dinheiro daria para aposentar todo mundo, devido ao patrimônio do fundo, às ações, aos aluguéis, e a seus outros ativos, mas chegamos em 2008, com a crise mundial, e o déficit, que inicialmente era considerado conjuntural, em função das quedas das bolsas, tornou-se estrutural e sem volta”.

No contrato do Plano I, há o compromisso, registrado no ministério da Previdência, afirmando que a patrocinadora (na época o Banespa) deveria quitar possíveis déficits futuros.

Procurado pela reportagem, o Santander disse, em nota enviada pela assessoria de imprensa, que o serviço passado “já é um tema superado”. Segundo o banco, o Plano II é de responsabilidade compartilhada dos participantes e, por isso, o déficit deve ser rateado na mesma proporção (55% do banco e 44,95% dos participantes), conforme determina a legislação brasileira.

A íntegra da reportagem, você confere aqui.

Nenhum comentário:

Postar um comentário