quinta-feira, 12 de abril de 2012

A Selic e a caderneta de poupança

Esta semana conversei com dois economistas importantes sobre os problemas da Selic (a taxa básica de juros do Banco Central) e a possível mudança na caderneta de poupança em decorrência da queda da taxa básica de juros (Selic) para 9% pelo Banco Central na próxima semana. Publico hoje, no Blog do Luis Nassif, a primeira entrevista, com o economista Roberto Troster, que foi economista-chefe da Febraban.

Troster alerta: “se a poupança não mudar, todo mundo irá migrar para ela”.

A poupança gera hoje retorno mínimo de 6% ao ano e é livre de Imposto de Renda e de taxas de administração (até R$ 50 mil). Com a diminuição da Selic, que atualmente encontra-se a 9,75%, a poupança poderá se tornar mais vantajosa do que as aplicações em títulos públicos e demais investimentos de captação. O Ministério da Fazenda tem evitado falar sobre o assunto. O ministro Guido Mantega, porém, já sinalizou que as medidas ainda não são necessária, apesar de fontes ligadas ao governo concordarem com a mudança.

Segundo Troster, uma saída é ligar a poupança à Selic. “Assim, subindo a Selic, sobe também a poupança. É o jeito mais simples, pois esse negócio de Taxa Referencial (TR) é uma conta complicada”, explica.

Na entrevista, Troster também fala sobre os efeitos da taxa de juros para controlar a inflação e defende a tese de que mexer apenas na Selic não traz grandes impactos para o tomador final. “É como sair para almoçar fora, e a conta poder sair R$ 95 ou R$ 97. Não faz tanta diferença assim”.

Para ler na íntegra, clique aqui.

A próxima entrevista, publico ainda esta semana.

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