terça-feira, 8 de maio de 2012

"A Ciência que eu faço" do MCTI

Poucos sabem, mas o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação realiza um trabalho muito bom em relação à divulgação da ciência brasileira. Tem um Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia, comandado pelo físico Ildeu de Castro Moreira, um dos maiores nomes da divulgação científica nacional e que já foi editor da Ciência Hoje.

A função do departamento é a de subsidiar a formulação e a implementação de políticas, programas e a definição de estratégias para a popularização e para a difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos, nas diversas instâncias sociais e nas instituições de ensino. Isso inclui articulação tambám com a questão da inclusão social, através da difusão de arranjos produtivos locais de cadeias produtivas regionais e de tecnologias apropriadas, considerando as condições sociais, econômicas, culturais e ambientais e regionais das comunidades a que se destinam.

Mas o carro-chefe é a Semana Nacional  de Ciência e Tecnologia, promovida anualmente pelo ministério desde 2006. No ano passado, as mudanças climáticas e os desastres naturais foram os temas de discussão. Em 2012, a semana acontecerá entre 15 e 21 de outubro, e o tema será Economia Verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza, em sintonia com a Ria+20, que acontece em junho.

O que destaco, porém, da semana é um trabalho fantástico realizado pelas Unidades de Pesquisa do ministério, todos os anos. Trata-se de uma série de entrevistas, com filmes de curta duração, trazendo depoimentos de dezenas de cientistas brasileiros, de diferentes gerações. O foco está na recuperação hstórica da ciência brasileira por meio da trajetória profissional de cada entrevistado.

A série, intitulada "A Ciência que eu faço", pode ser conferida nesta página do YouTube. Ou por aqui.

Lá tem depoimentos de uma série de cientistas, de Sérgio Mascarenhas a Carlos Nobre, Ennio Candotti, Aziz Ab'Saber, Sérgio Rezende e Paulo Gadelha.

É um trabalho importante para a valorização da atividade científica, apesar dos cortes de orçamento.

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