quinta-feira, 17 de maio de 2012

Cronologia Cachoeira-Demóstenes

Coloco aqui no blog uma linha do tempo, feita pelo Senado, sobre as relações entre Demóstenes e Carlinhos Cachoeira e a CPMI do Cachoeira. Confira abaixo, clicando em mais informações.




29 de fevereiro de 2012
O empresário goiano Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, é preso pela Polícia Federal na operação Monte Carlo, sob a acusação de comandar uma quadrilha que explorava o jogo ilegal em Goiás. Além de Cachoeira, outras 34 pessoas são presas e são cumpridos 37 mandados de busca e apreensão. No mesmo final de semana, reportagem da revista Época aponta ligações entre o senador por Goiás Demóstenes Torres, então no DEM, e o empresário, que teria dado uma geladeira e um fogão importados de presente de casamento para o senador.
6 de março de 2012
Diante das acusações de envolvimento com Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres se defende em discurso no Plenário. Mais de 40 parlamentares se manifestam em solidariedade ao colega. Segundo Demóstenes, ele manteria uma relação de amizade com Cachoeira, que se casou com a ex-mulher de seu suplente, amiga da esposa do parlamentar.
23 de março de 2012
Gravações da Polícia Federal, divulgadas pela imprensa, mostram Demóstenes Torres pedindo R$ 3 mil a Carlinhos Cachoeira para pagar um táxi-aéreo.
27 de março de 2012
Demóstenes Torres pede afastamento da liderança do DEM no Senado. No mesmo dia, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminha ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de abertura de inquérito para apurar as denúncias contra o senador.
28 de março de 2012
O PSOL pede abertura de processo no Conselho de Ética do Senado contra Demóstenes Torres por quebra de decoro parlamentar.
29 de março de 2012
Ministro Ricardo Lewandowski do Supremo Tribunal Federal (STF) decide acatar pedido do procurador-geral, Roberto Gurgel, e abre inquérito para investigar Demóstenes Torres. Para isso, autoriza a quebra do sigilo bancário do senador pelo período de dois anos.
2 de abril de 2012
O DEM, partido do senador Demóstenes Torres, decide abrir processo disciplinar que poderá levar à sua expulsão do senador.
3 de abril de 2012
Demóstenes Torres pede desligamento do DEM. Sua saída arquiva processo de expulsão aberto pelo partido.
10 de abril de 2012
O presidente interino do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), aceita o pedido do PSOL e abre processo contra Demóstenes Torres. O senador Humberto Costa (PT-PE) é designado relator do caso.
12 de abril de 2012
Demóstenes Torres volta ao Senado depois de 22 dias de ausência e se defende no Conselho de Ética. Promete apresentar provas de que é inocente.
17 de abril de 2012
Líderes partidários apresentam requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista para investigar as relações do contraventor Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados, entre os quais parlamentares e empresários. São 330 assinaturas de deputados e 67 de senadores favoráveis à comissão de inquérito, cujas investigações podem se estender às empresas relacionadas com Cachoeira, como a construtora Delta.
19 de abril de 2012
Requerimento que pede a criação da CPI mista para investigar as relações de Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados é lido em sessão conjunta do Congresso, e a CPI é oficialmente criada. Em outra frente, o Conselho de Ética do Senado aprova requerimentos para pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria Geral da República (PGR) informações sobre o envolvimento de Demóstenes Torres e Cachoeira.
25 de abril de 2012
A CPI é instalada no Congresso. O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) é escolhido presidente e o deputado Odair Cunha (PT-MG), relator. A CPI encaminha pedido de informações ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria Geral da República (PGR), requerendo acesso aos inquéritos das operações da Polícia Federal.
2 de maio de 2012
A CPI recebe do Supremo Tribunal Federal (STF), em CD, os 40 volumes do inquérito aberto para investigar o esquema de contravenção em Goiás. No mesmo dia, parlamentares aprovam cronograma de trabalho da comissão parlamentar, marcando os primeiros depoimentos a serem ouvidos. São marcadas as oitivas de Carlinhos Cachoeira, para o dia 15, e do senador Demóstenes Torres, para o dia 31.
3 de maio de 2012
Relator da denúncia contra Demóstenes no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, senador Humberto Costa (PT-PE) pede abertura de processo disciplinar contra Demóstenes Torres, que pode resultar em sua cassação.
4 de maio de 2012
A CPI instala sala de acesso aos dados sigilosos do inquérito compartilhado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Para ter acesso ao material, parlamentares que a integram são proibidos de entrar no recinto com celulares, máquinas fotográficas ou filmadoras. Além disso, têm de assinar um termo de responsabilidade para preservar o sigilo das informações.
7 de maio de 2012
Segunda parte do processo contra o empresário Carlinhos Cachoeira, o inquérito da operação Monte Carlo, que corre na 11ª Vara Federal de Goiânia, é entregue à CPI mista que investiga as relações de Cachoeira com agentes públicos e privados. A documentação é submetida aos mesmos critérios de segurança que receberam as informações da operação Vegas.
No mesmo dia, o advogado de Cachoeira, Márcio Thomaz Bastos, avisa ao presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que o empresário só prestará informações à comissão se a defesa tiver acesso aos documentos protegidos por segredo de Justiça.
8 de maio de 2012
A CPI colhe ouve seu primeiro convocado: o delegado federal Raul Alexandre Marques de Souza, responsável pela Operação Vegas, que fala aos parlamentares em sessão fechada. Em sete horas de depoimento, ele confirma o envolvimento de parlamentares com a organização criminosa comandada por Carlinhos Cachoeira, que permanece preso.
9 de maio de 2012
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar aprova relatório do senador Humberto Costa (PT-PE) e abre processo disciplinar contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). A partir da decisão, o Conselho de Ética passa a investigar formalmente a ligação do senador com o Carlinhos Cachoeira.
10 de maio de 2012
A CPI ouve o delegado da Polícia Federal Matheus Mella Rodrigues, responsável pela operação Monte Carlo, que resultou na prisão de Carlinhos Cachoeira. O delegado afirma que há indícios de envolvimento do governador Marconi Perillo (PSDB-GO) com o empresário goiano.
Durante a oitiva, a presença de advogados dos acusados no esquema provoca protesto dos parlamentares, já que a sessão deveria ser restrita aos integrantes da CPI. Presidente da comissão, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) afirma que autorizou a presença dos advogados, que seria constitucional.
14 de maio de 2012
Defesa de Carlinhos Cachoeira consegue liminar que permite ao contraventor não depor à CPI até que tenha acesso ao inquérito Polícia Federal.

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