quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O medo de caipora

O poema abaixo, Ah! Que medo da caipora! é da minha irmã, Renata de Pierro, e foi publicado em seu novo Blog em Extinção.


Me lembro bem dessa cena, lá na estrada de terra

Ia rápido o bugs, quem conhece por ali não erra

Mas eis que escutamos um barulho, surge um tatu todo largado 

Achei que ele sim se defendia, mas tava é todo matado

Não era noite, nem sexta-feira, muito menos lua cheia


Mas ah! Que medo que eu tinha! 

Mesmo não sendo noitinha

De passar a caipora, montando um “queixada”


Gritando e correndo, no meio da estrada:


“Vambóra seu tatu!”


Certa vez, em Augusto Severo, para o jantar,


Prepararam um tatu, depois de um dia a caçar


De repente em uma alavancada


Caipora gritava toda apressada


Para João, o tatu, acompanhá-la


O tatu então saiu ao seu lado


Tava todo sem víscera e meio assado


O tatu da estrada parecia camaleão


Camuflou-se com a terra, e nem o vimos no chão


Mas mesmo não sendo nós culpados


Ah! Que medo da caipora!


Não sei se ela o ressuscitou


Ou se estando vivo, foi-se embora

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