sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Uma reflexão daquelas que só acontecem num dia em que o mundo poderia ter acabado

Em 2003, quando ainda era apenas estudante do segundo ano do colegial, criei um blog - no blogger.com. Fui um dos primeiros, dentre meus amigos, a utilizar os recursos do blog, numa época em que ainda dominavam aqueles sites do extinto HPG.

Escrevi no Quinhão até 2008, quando já estava cursando o terceiro ano de jornalismo na PUC-SP. 

Muito raramente, quando me bate a nostalgia, revisito aquele blog. Leio das postagens mais antigas às mais recentes e percebo como as transformações pelas quais passei durante cinco anos são tão marcantes. Os post iniciais eram extremamente pessoais, cheios de reclamações, divagações, achismos, preconceitos. Os mais recentes, mais reflexivos, amplos, temáticos.

A simples e pura prática de escrever, seja qual for o assunto, é o que contribuiu, definitivamente, para a definição da profissão que sigo hoje. 

Retomo brevemente, neste 21 de dezembro que não culminou no fim do mundo, meu histórico, meus textos mal escritos do passado, para tentar concluir o seguinte: escrever, à exaustão, sobre qualquer coisa, é mais do que um exercício técnico, instrumental.

Pensando a longo prazo, é a oportunidade de ler sua própria história, enquanto ela ainda é feita. Não para que outros a leiam, mas para que você mesmo entre em contato em definitivo com sua essência. Sem, para isso, precisar do auxílio de um psicanalista ou qualquer outro terapeuta.

Hoje, quando acordei, levantei preocupado. Acho que por conta de um sonho conturbado, no qual eu me defrontava com uma dolorosa verdade: um dia deixarei de existir. 

Como será que é a não-existência?

Um comentário:

  1. Incrível! E por coincidência tive hj um sonho que tb dizia respeito a minha morte. Apesar de ter sido um pesadelo hehehe

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