terça-feira, 12 de março de 2013

Quem sou eu, segundo o Google

Cansado de ver aqueles anúncios que aparecem na minha frente quando acesso minha conta no Gmail, do Google, busquei nas configurações da minha conta uma maneira de bloquear esse "serviço". Na página "preferências de anúncios", o Google explica que "muitos sites, como sites de notícias e blogs, têm parceria conosco para exibir anúncios a seus visitantes. Para visualizar anúncios que estejam mais relacionados a você e a seus interesses, edite as categorias abaixo, que estão baseadas em sites que você acessou recentemente".

Entre as categorias, organizadas de acordo com os sites que acesso, estavam "viagens", "empregos", "ciência", "automóveis", "educação" etc.

Com base nessa categorização, o computador do Google pode "inferir" que é meu perfil. Ou seja, informações demográficas inferidas que o Google associou a meu cookie. Assim, eles podem inferir minha idade e sexo com base nos sites que visitei e nos vídeos do YouTube que assisti até hoje.

Fui conferir quem sou eu, segundo o Google.


Para o Google, sou homem (sexo: masculino), falante dos idiomas inglês e português (lá conta que falo português de Portugal, ora pois) e, para minha surpresa, a minha idade está entre 45 e 54 anos.

Sim, para o Google meu perfil corresponde ao de um rapaz quarentão ou cinquentão, e não aos meus 25 anos.

Olha, me fez refletir agora. Sobre o que busco no Google, sobre os vídeos que assisto...

É espantoso como a máquina, categoricamente, define um perfil e, a partir disso, oferece a esse "avatar" (que o Miguel Nicolelis me permita usar essa expressão) produtos e serviços de empresas que nada tem a ver com a minha realidade.

Estamos num mundo de indefinições. Mas pelo menos consegui bloquear aquelas porcarias de anúncios da Catho.


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